
Aprendi cedo a olhar para qualquer coisa e enxergar a estrutura por trás: como funciona, por que funciona, o que sustenta o quê.
Esse jeito de pensar me levou para o mundo da tecnologia. Passei por empresas como Google, Facebook, Uber e iFood, e cheguei a cargos de liderança sênior, conduzindo times e operações em grande escala. Aprendi a transformar atenção em caminho e ideia em resultado.
Mas, no auge disso, construir resultado para os outros parou de bastar. Faltava algo mais meu, e mais profundo.

Comecei a estudar Vedanta, e foi ali que a minha procura por algo mais começou de verdade.
Participei da expedição conduzida pelo professor Jonas. Foi lá que me conectei com essa medicina ancestral: a respiração, o frio, a quietude. E não larguei mais. Foi na minha cabeça, na minha ansiedade, que senti a diferença mais funda: a mente que não parava começou a encontrar uma calma que eu não achava em teoria nenhuma.
Um mês em peregrinação pela Índia. A busca virou caminho.
Fui viver com a Tribo Kené Mera, do Pajé Mané Shanenawa, e passei 20 dias numa dieta dentro da mata, na Floresta Amazônica. Pelo caminho, mergulhei em muitas tradições e práticas ancestrais, do Inipi do Caminho Vermelho ao Processo Hoffman, sempre alimentado pelo estudo e pelo serviço junto à minha família de Vedanta. No mesmo ano, as pessoas começaram a me procurar para que eu conduzisse a prática com elas. Começou pequeno, com poucos, na casa de amigos.
Me graduei instrutor do Método Wim Hof.
Em abril fui para a Suécia trabalhar ao lado do próprio Wim Hof, como um dos instrutores de um grupo de 25 pessoas. Estar perto da fonte confirmou tudo o que eu já sentia na pele. Ao longo de 2026 passei a atuar de forma mais ativa, e só nos primeiros meses já foram mais de 150 pessoas vivendo a prática comigo.

É trabalho interno, duro, de se olhar de verdade e topar largar os pesos que a gente carrega sem perceber. E faço isso por um motivo simples: quero ser uma pessoa mais amorosa, mais presente e mais feliz com todos ao meu redor.
A Escola Ancestral nasceu dessa vontade de ter um lugar de mais proximidade e troca com quem caminha comigo. Ela vem para abrir as portas dessa prática para todo mundo, na vida pessoal e na profissional, e expandir, cada vez mais, essa medicina ancestral no Brasil.
No fim, o engenheiro e o buscador eram a mesma pessoa o tempo todo. Um sempre olhou para fora, o outro para dentro. A Escola Ancestral é onde os dois se encontram.
Se a sua mente também anda sem freio, talvez o seu próximo passo seja o mesmo que mudou o meu: sentir.